sexta-feira, 16 de julho de 2010

INICIO DA SEGUNDA SEMANA DO SEXTO MÊS

Eu os conto em ordem decrescente.Antes que eu reclamava da monotonia vejo que foi dado uma virada radical, agora parece que tudo esta acontecendo comigo.

Quando a primeira palavra foi dita, eu a vi saindo lentamente com um monte de saliva respingando, me senti caindo em um buraco negro. Todos os olhares se voltaram para mim e eu me senti o alvo, e aquilo não acabava, ele não parava de falar, eu vi a flecha ou a munição do disparo vindo em minha direção lentamente e eu nem me movia, a respiração era impossível de ser executada eu estava vendo todos aumentarem como monstros ao meu redor e qualquer momento eu seria pisoteado por gigantes. Era necessário se preparar para enfrentar todas as perguntas que viriam depois.

Eu sei o que pensam sobre mim, e não é positivo. Isso piora uns 70% as coisas. Mas eu não levo em consideração é uma forma de me sentir forte.

Toda a chuva, a demora, o tédio, o farol apagado, a fila de carros, o freio a moto derrapa eu tento desviar bato na lateral traseira do carro, onde fica o farol direito, pressionando meu pé entre a moto e o carro. Ele dói pra caramba.

Saindo do colégio a moto escorrega eu caio e todos olham, ai é fazer a atuação “de que esta tudo bem, de que até eu achei engraçado” e o sorriso falso; só para ver se ameniza a situação. Mas no fundo uma intensa vergonha.

O sol vai explodir a terra. Sócrates é o cara. Meu pé dói

Preenchi um documento que permite o meu esclarecimento em minha defesa sobre o erro que eu cometi, para aliviar a punição.

A primeira e única vez que eu levei o celular para o serviço foi pelo fato de que eu talvez o usasse no dia seguinte do serviço, quinta feira por ter um horário marcado na clinica para realizar o raio-X da região da boca por causa do dente siso, e sem saber o local exato talvez eu tivesse que ligar para pedir informações e chegar no horário. E por medo de deixar no armário eu guardei o celular na bolsa no perfil silencioso, e assim se passou quase todo o serviço sem nenhum problema. Próximo as 06:00 ele despertou e antes que alguém pudesse ouvir eu desliguei, e por ser o ultimo quarto de hora eu o coloquei no bolso, no momento da troca ele despertou novamente e o cabo ouviu. Me arrependo por não ter desligado o celular por completo, ou até mesmo entregado para o cabo no inicio do serviço.

Um frio que dói amanhã eu to de serviço, espero não sofrer tanto.

domingo, 11 de julho de 2010

HOJE

Eu tava de bobeira em casa, meio de saco cheio de tudo, entediado, querendo uma emoção. Peguei o carro e fui da uma volta para ver se eu me inspirava. E não me inspirei em nada. Continuei sentindo toda aquela monotonia que eu sentia há um tempo, é um negocio que vai e volta frequentemente, e me deixa enjoado, passando mal de fato.

Fui pro shopping, tentei parecer simpático já que eu não sou sociável, com a esperança de que alguém sentisse a vontade de falar comigo. Ai me vem uma paranóia de que o segurança estivesse pensando que pudesse ser um ladrão ou um marginal, por causa da forma que ele me olhou, ai poxa será que eu tenho cara de marginal que bosta. Mas para me consola, eu crio o pensamento de que esse é o trabalho dele todos são suspeitos, não importa o que pareçam, ou como se vestem.

Entrei na Renner para pagar uma conta, subi ao segundo piso para tirar o carne, é o que eu faço todo mês porque eu nunca guardo o carne. Estava tudo diferente fiquei perdidão, ai perguntei pra vendedora e ela me explicou o que se eu com paciência observasse os anunciados saberia aonde ir para retirar o carne.

Olhando as roupas me veio um vendedor simpático querendo saber se eu precisava de ajuda, eu respondi que só estava olhando ele falou para que eu ficasse à-vontade. Na verdade eu nem eu só estava passando os cabides era só uma forma de passar o tempo. Veio uma vendedora simpática que também queria saber se eu precisava de ajuda, de novo eu disse que só estava olhando ela falou pra que eu ficasse à-vontade, e a mesma bosta de sempre.

Dentro do carro ouvindo musica, parado no sinal insatisfeito com o passeio, me dou conta que tiveram pessoas que veio até mim e eu as dispensei. A musica que toca no radio é uma que eu gosto eu canto junto, ou melhor, berro junto, eu berrando no carro parado esperando o sinal abrir para prosseguir a minha trajetória até a casa onde os meus fins de semana não são tão bons.